O Grande Gatsby

“O Grande Gatsby ” conta a história de amor de Jay Gatsby e Daisy Buchanan através do olhar de Nick Carraway, vizinho de Gatsby e primo de Daisy. Gatsby é um homem misterioso que vive em uma mansão em Long Island e é altamente conhecido pelas grandes festas que promove em sua residência.

Quando Nick muda-se para West Egg acaba por estabelecer uma amizade de lealdade e companheirismo com seu vizinho, é através dessa relação que o leitor acaba tomar conhecimento das origens humildes de Gatsby, o qual fugiu da sua realidade pobre do Oeste para o Leste em busca de uma nova vida. Acaba por se tornar soldado do exército americano e quando seu pelotão esta em Lousville conhece a bela jovem Daisy, de família rica e de renome. Porém por conta da guerra Gatsby tem de partir e Daisy acaba casando com Tom Buchanan, um homem muito rico.

Após o fim da guerra Gatsby retorna e descobre que Daisy casou-se, e este fica determinado a enriquecer (fazendo uso de meios ilícitos, através da venda de bebidas durante a Lei Seca) para conseguir de volta sua amada. A localização de sua casa é escolhida a dedo, do outro lado do lago, em frente a casa de Daisy, e as grandes festas dadas são somente um meio de chamar sua atenção (porém sobre as quais ela demora a tomar conhecimento).

Anos se passam até que os dois enfim se reencontram, quando Gatsby com a ajuda de Jordan pede a Nick que convide Daisy para um chá. Como leal amigo Nick não hesita e a convida-la, é nesse momento então que o romance volta a tona para ambos os personagens. Porém Daisy é muito indecisa para conseguir se desvincular de Tom (seu marido machista, racista e que possui amantes), e Gatsby muito determinado em ter a vida tão sonhada que para ele soa como roubada.

É nesse cenário que a história se desenrola, o romance logo se mistura com uma forte crítica a sociedade dos anos 20. Que por um lado esbanjava muito dinheiro, luxo, grandes festas, uma grande vontade de enriquecer, e por outro mostra a existência de um cenário secundário, representado pelo proletariado, pelo cinza da cidade, pela ganância, a futilidade, o interesse que estabelece relações, as infrações de leis para se atingir o sucesso, a crueldade e a falta de moralidade da época.

O consagrado livro de F. Scott Fitzgerald já rendeu 4 adaptações para o cinema.

A primeira em 1926, um ano somente após o lançamento do livro, era um versão muda, pois nessa época o tipo de filme que era produzido ainda não possuía som, somente algum tempo depois este seria incorporado às películas.

A segunda em 1949, com direção de Elliot Nugent, tem em seu elenco: Alan Ladd, Betty Field, Macdonald Carey, Ruth Hussey. Barry Sullivan e Howard da Silva.

A terceira adaptação ocorreu em 1974, no elenco estavam Mia Farrow e Robert Redford, com direção de Jack Clayton. O roteiro de Francis Ford Coppola é considerado o que mais consegue transmitir a real relação entre Gatsby e Daisy, o que melhor conseguiu expor a real essência do romance, sendo o resultado final do filme considerado bem dramático.

Já a última versão lançada em 2013, com a direção de Braz Luhrmann, o filme é estrelado por Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan, Tobey Maguire e Joel Edgerton. Uma nova versão que acaba por gerar altas críticas e muita controversa.

Um dos motivos é por apostar no burlesco, o qual possui um glamour, um excesso de cores e luminosidades, que passa por sequências de pequenos “vídeosclipes”, que acaba por ser considerado por alguns como um excesso e até desnecessário, não muito coerente com a história.

Outro motivo é então a inesperada trilha sonora. A história é ambientada nos anos 20, ou seja, a “Era do Jazz”, o que se esperar então do filme? Jaaaazz, certo ? Não, errado, a trilha sonora é extremamente atual, com nomes como Jay-Z, Beyoncé, will.i.am, Lana Del Rey, Florence and the Machine, entre outros, juntando então hip hop e jazz com charleston, algo totalmente diferente do esperado, e totalmente moderno. Essa quebra mostra o real momento em que o filme é produzido, o ano de 2012/13, artistas atuais, com músicas novas e algumas até inéditas.

O figurino é assinado por marcas atualmente consagradas como marcas de luxo como Prada e Miu Miu, além de todas as jóias serem da Tiffany & Co. o que acaba por mostrar marcas com as quais o público identifica-se ou pelo menos conhece.

É estabelecida assim uma identidade, seja ela através da música ou dos figurinos e jóias.

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